Exposições

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"Hansen Stories” – Memórias Inéditas Sobre uma Doença e um Hospita
15 de abril a 30 de maio
Sala 3

A lepra ou doença de Hansen é ainda hoje um problema em diversos locais do Mundo. Em Portugal, a doença não afeta mais de uma dezena de casos, mas não era assim até ao século XX. “Hansen Stories” tem como objetivo preservar memórias e partilhar histórias dos que trabalharam ou estiveram internados na última leprosaria portuguesa entre 1947 e 1996 – Hospital Colónia Rovisco Pais.
Inaugurado em 1947, implantado numa área de 140 hectares na vila da Tocha, Cantanhede, próximo dos distritos mais endémicos (Coimbra e Leiria), o Hospital Colónia Rovisco Pais tinha como principal missão o estudo, tratamento e erradicação da doença de Hansen em Portugal. O Hospital tinha secções de medicina, cirurgia e fisioterapia, laboratório, farmácia, asilos, núcleos residenciais para doentes, bairro para funcionários, capela, creche e preventório para crianças. Funcionando como dispensário central, incluía ainda serviço de consultas externas, de brigadas móveis e enfermagem domiciliária.
Na sua génese seguia o modelo assistencial correspondente a uma “aldeia de saúde”, em que os doentes estavam inseridos numa colónia agrícola, que se pretendia autossuficiente. À vigilância médica e ao acompanhamento social dos doentes e das suas famílias, juntavam-se ações de reabilitação educativa e profilática, de formação dos doentes, quer através da escola de adultos, quer através das oficinas e brigadas de trabalho que materializavam novas formas de terapia – a ergoterapia e a ludoterapia.
Funcionou simultaneamente como um polo de investigação epidemiológica e um centro dinamizador do ensino de leprologia, quer pela realização de cursos internacionais, quer da publicação da “Rovisco Pais: Revista Portuguesa da Doença de Hansen”, que foi enriquecendo a sua biblioteca científica especializada.
A Sasakawa Health Foundation (Japão) tem apoiado um conjunto de iniciativas desenvolvidas no Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro – Rovisco Pais com vista à preservação do património e à musealização de espaços e memórias.

A exposição “Hansen Stories” remete o visitante para um conjunto de memórias, contadas na primeira pessoa, que compartilharam o mesmo espaço – o Hospital Colónia Rovisco Pais. Esta mostra inclui uma seleção de quinze “stories” de ex-utentes e ex-funcionários ou visitantes do antigo Hospital, da coleção publicada no website com o mesmo nome, e que apresentam como característica comum o facto de serem inéditas.

 

Horário de visita:
Segunda a sexta-feira:
09h00 às 19h00
Sábados: 10h00 às 13h00
Domingos e feriados: Encerrado
entrada livre

 

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Madagáscar

Pedro Mota Curto

6 de abril a 30 de maio

Madagáscar 2019. África. Não a “África Minha”, de Karen Blixen, mas a África dos africanos. Madagáscar é uma enorme ilha (maior do que França), tipicamente africana. No entanto, possui algumas particularidades únicas. Situada a leste de Moçambique, o seu isolamento e a sua inserção no Índico, aproximam este país das influências indianas e indonésias, que se mesclam com os vestígios franceses, antigos colonizadores, até 1960.
África insular, fascinante, tradicional, longínqua, a dez horas de voo direto, de Paris até Antananarivo. Lémures, evidentemente. Embondeiros (Baobás), também. Árvores gigantes, milenares. Diz a lenda, que por ter inveja das outras árvores, o embondeiro foi castigado pelos deuses e posto de cabeça para baixo, com os ramos dentro da terra e as raízes lá bem em cima.
Os malgaxes são afáveis e comunicativos. Muitas crianças, por todo o lado. Todos aspirando a uma vida melhor. A esmagadora maioria sobrevive, com grandes dificuldades. Um euro equivale a 4000 ariarys.
Madagáscar é o único país do mundo onde ainda existe a Peste Negra. Os cuidados de saúde são muito elementares.
Famadihana é uma festa, plena de música, comida e bebida, um convívio onde participam os vivos e os mortos, uma tradição local na qual os mortos regressam por algumas horas. A experiência é inolvidável.
Escolas nos sítios mais recônditos. Professores que sabem que a Educação pode ser um elevador social. Escolas mínimas, com quase nada. Docentes esforçados em troca de migalhas, igualmente em modo de sobrevivência.
Paisagens deslumbrantes. As terras quentes, vermelhas e silenciosas de África. Peixe e marisco, mas também magret de canard e croissants. E as potências mundiais a usufruírem das riquezas nacionais, como em toda a África.


Sala Afonso Cruz | Entrada livre

Horário:
De segunda a sexta-feira: 9h00 às 19h00
Sábados: 10h00 às 13h00
Domingos e feriados: encerrado

 

 
 

Jardim Interior CAE DSC 9074

a partir de 24 de junho

Jardim Interior | Entrada livre

No dia 14 de novembro de 2019 o freixo do Largo da Misericórdia - Páteo de Santo António -, com cerca de 300 anos de idade e classificado em 2009 pelo ICNF como árvore de Interesse Público (ICNF: n.º processo KNJ1/537), foi abatido por motivos de debilidade e de segurança pública, após decisão devidamente sustentada em pareceres e avaliações técnicas e com a concordância do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF).

Plantado há 300 anos em frente ao edifício do Convento, que hoje acolhe o Lar de Santo António, o freixo tornou-se uma árvore majestosa com uma forte presença no local onde era já carinhosamente designado de “Freixo de Santo António.” Em 2018, sucumbiu à tempestade Leslie.

Reconhecendo que esta árvore era uma referência daquele espaço e da memória coletiva dos figueirenses, representando um valor importante na história e no património local, o Município preocupou-se em perpetuar essa memória e o simbolismo a ela associado.

E porque as árvores não morrem, do “Freixo de Santo António”, o escultor Paulo Neves talhou as presentes esculturas: Santo António, São João, São Pedro e São Julião, quatro dos mais estimados Santos da Figueira da Foz, que permanecerão preservadas neste renovado jardim interior do CAE e que, pela sua originalidade, não serão indiferentes aos olhares de quem por aqui passa.

 

Horário:

De segunda a sexta-feira: 13h00 às 19h30
Sábados: 14h00 às 19h00
Domingos e feriados: Encerrado
Dias de espetáculo: até ao final do espetáculo

 

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